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24 de Fevereiro de 2020

O movimento Rolezinho

há 5 anos

Resumo:

Este artigo visa analisar a diversidade de opiniões e comportamento da sociedade diante no “novo fenômeno” titulado como “rolezinho”. Que vem a ser o agrupamento de jovens que se reúnem em shoppings, parques e lugares de fácil acesso ao público afim se divertirem, fazer novas amizades, e interagir em um ambiente social totalmente diferente da realidade social em que eles vivem.

Dessa forma, o artigo em questão demonstrará a posição dos jovens que buscam o seu espaço e a sua liberdade, da sociedade que diz atingida com o tumultuo e conseqüentemente o vandalismo que eles acabam provocando, devido a tamanha aglomeração numerosa desses jovens, como o Ministério Público se coloca diante da situação, e por fim, a influencia e repercussão do movimento, incentivando outras correntes a saírem em busca do seu espaço, e da sua liberdade, que é o caso da mulheres que fizeram um rolezinho em reivindicação aos abusos quem vem sofrendo por parte de homens dentro do metrô de São Paulo.

Palavras chave: rolezinho, jovens, movimento, shoppings, expressão, liberdade.

1. Introdução

Diante de um tema tão polemico e divergente de opiniões que é “o rolezinho” a sociedade vem a todo vapor expor e querer fazer valer suas opiniões, já que se trata de um assunto social e político, pois o mesmo desperta na sociedade em geral o interesse pelo assunto que muitos o chamam de problema. ”Os rolezinhos” são encontros marcados pela internet por adolescentes, esses encontros começaram em dezembro do ano passado. Normalmente o perfil dos participantes, são jovens, pobres, a maioria negros, querendo se divertir. No começo, os eventos eram convocados por cantores de funk, em resposta a um projeto de lei que proibia bailes do estilo musical nas ruas da capital paulista. Incomodados com a quantidade de jovens cantando refrões de funk ostentação nos corredores, a direção de alguns shoppings paulistanos tiveram o respaldo de decisão judicial para fazer a triagem de clientes.

A repressão policial aos participantes também gerou repercussão. Os eventos continuam a ser promovidos, mas agora por todo o país, como forma de protesto. Diante de Tais fatos, será que a sociedade realmente ver, faz e apóia os rolezinhos como forma de protesto, ou como mais um desafio em descontentamento com o estado de política em que o país se encontra?

2. Como Surgiu o Movimento

Desde o fim de 2013, jovens têm organizado encontros pelas redes sociais, principalmente, em shoppings da capital paulista e da Grande São Paulo. Os eventos ficaram conhecidos como "rolezinhos". A primeira iniciativa a ganhar repercussão aconteceu no Shopping Metrô Itaquera, Zona Leste de São Paulo, em 8 dezembro. Algumas lojas fecharam com medo de saques e o centro comercial encerrou o expediente mais cedo.

Este tipo de encontro em lugares públicos-privados não é propriamente uma novidade em São Paulo. E não começaram especificamente no ano passado. Estacionamentos de supermercados e postos de gasolina também são corriqueiramente ocupados nas noites e madrugadas aos finais de semana por um grupo que quer se fazer ouvir – ou apenas se divertir - independentemente do estilo musical que entoa.

Os organizadores definem os encontros como um "grito por lazer" e negam qualquer intenção ilegal, mas viraram alvo de investigações policiais.

Em 8 de dezembro, o “rolezinho” no Shopping Metrô Itaquera reuniu cerca de seis mil adolescentes, segundo a administração do centro comercial. Houve tumulto, a polícia foi acionada e o shopping fechou uma hora e meia mais cedo. Na época, pessoas que se identificaram como clientes e lojistas comentaram na página do Facebook do shopping que houve arrastão e furtos naquela noite de sábado. A administração negou a onda de furtos. Na época, o foi apurou que três pessoas foram presas por roubo.

O segundo encontro, que reuniu 2,5 mil pessoas, aconteceu no Shopping Internacional de Guarulhos, em 14 de dezembro. Clientes relataram que houve tumulto nos corredores do centro comercial. Embora não tenha havido registro de feridos nem roubos, pelo menos 22 suspeitos foram levados para uma delegacia da cidade na região metropolitana de São Paulo. Eles foram averiguados e liberados em seguida.

Em 22 de dezembro, às vésperas do Natal, época em que os shoppings da cidade ficam lotados, o “rolezinho” aconteceu no Shopping Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.

Dez equipes da Polícia Militar foram mobilizadas. Não houve registro de furtos, porém, quatro participantes foram detidos.

Em 2014, o primeiro encontro deste mês de janeiro aconteceu no Shopping Tucuruvi, na Zona Norte, em 4 de janeiro. O tumulto fez com que o centro de compras encerrasse o expediente três horas mais cedo. Não foram registrados furtos ou prisões.

O Shopping Metrô Itaquera voltou a ser palco de um “rolezinho”. No sábado (11), a Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os participantes. Segundo a Polícia Civil, foram registrados dois roubos e um furto. Durante a confusão, ocorreu ainda um roubo na estação Itaquera do metrô, que fica junto do shopping. Uma pessoa foi presa. Um adolescente foi detido e colocado à disposição da Vara da Infância e da Juventude.

No sábado (11), encontros semelhantes também foram marcados pela rede social no Shopping Campo Limpo e Shopping JK Iguatemi. Ambos obtiveram liminares na Justiça que limitavam a entrada de jovens no centro de compras.

Temendo o impacto negativo nas vendas, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) afirmou que shoppings escolhidos por jovens como pontos de novos “rolezinhos” entrarão na Justiça para impedir os eventos. Nesta segunda-feira (13), o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, afirmou ao G1que haverá ações por parte dos shoppings, em parceria com a Alshop. "Vamos ter mandados de segurança e os shoppings vão fazer um esquema de segurança”, disse. Os shoppings Itaquera, Campo Limpo e JK Iguatemi ganharam liminares neste fim de semana impedindo as reuniões, sob pena de multa de R$ 10 mil para quem infringisse a determinação.

3. Polêmica: Visões Distintas

Lojistas, políticos e organizadores estão em lados opostos quanto ao futuro dos encontros e suas origens. A Alshop pede que a Prefeitura de São Paulo ofereça espaços, como o Sambódromo do Anhembi. O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira que não deve empurrar o problema para a Prefeitura e que é preciso discutir a cidade. “Não adianta ficar [dizendo]: cuida dessas pessoas que o problema é seu. É a cidade que precisa ser discutida e nós precisamos evoluir no sentido de abrir espaços públicos para que as pessoas possam usufruir mais da cidade”, disse Haddad.

O sociólogo Fred Lúcio, da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP), faz uma análise semelhante à do prefeito Haddad. Ele observa que os jovens que participam desses encontros têm “uma demanda reprimida por lazer, por diversão, por cultura e uma capacidade muito forte de mobilização”.

Organizador de um dos" rolezinhos "no Shopping Internacional de Guarulhos, Jefferson Luís, de 20 anos, defendeu, em entrevista ao G1 em dezembro, que o evento não tem ligação com o funk, mas com a falta de opções de lazer. Ele também negou que seja uma forma de protesto contra a opressão dos bailes funks nas ruas da cidade. “Não seria um protesto, seria uma resposta à opressão. Não dá para ficar em casa trancado”, disse.

4. Teor da Liminar

Na sexta-feira (10), a juíza Daniella Carla Russo Greco de Lemos concedeu liminar impedindo o rolezinho no Shopping Itaquera e estipulando multa de R$ 10 mil para os jovens que desrespeitassem a decisão.

Em seu despacho, ela aponta que a Constituição prevê direito à livre manifestação, mas que ela deve ser exercida com limites."A Constituição Federal de 1988 estabeleceu diversas garantias fundamentais em seu art. 5o. Entre elas a da livre manifestação, o direito de propriedade, a liberdade do trabalho. O art. 6o, garante, ainda, como direito social, a segurança pública, o lazer, dentre outros. O direito à livre manifestação está previsto na Constituição Federal.", afirma a juíza.

"Contudo, essa prerrogativa deve ser exercida com limites. Ora, o exercício de um direito sem limites importa na ineficácia de outras garantias. De fato, se o poder de manifestação for exercido de maneira ilimitada a ponto de interromper importantes vias públicas, estar-se-á impedido o direito de locomoção dos demais; manifestação em Shopping Center, espaço privado e destinado à comercialização de produtos e serviços impede o exercício de profissão daqueles que ali estão sediados, bem como inibe o empreendedorismo e a livre iniciativa. Saliente-se que os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são fundamentos da República", argumentou a magistrada.

5. Influência do Movimento

Um grupo de mulheres está se organizando para protestar contra o machismo em São Paulo. Marcado para as 16 horas, na Estação de Metrô da Sé, no centro da capital paulista, o ato" Rolezinho contra as encoxadas "vai reivindicar segurança no transporte público e defender que nenhuma mulher merece ser estuprada, agredida ou assediada.

Mulheres de todo o País organizaram protestos após a divulgação, na semana passada, de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mostra que 65% dos brasileiros acham que mulher que mostra o corpo merece ser estuprada. Nas redes sociais, elas usaram as hashtags #EuNãoMereçoSerEstuprada e #NenhumaMulherMereceSerEstuprada.

Também nas últimas semanas vieram à tona vários casos de mulheres que foram molestadas nas estações de Metrô de São Paulo. Uma inserção publicitária na Rádio Transamérica do Metrô causou polêmica porque o locutor afirmava que" trem lotado é bom para xavecar a mulherada ". O protesto está marcado para as 16h na estação, com concentração é na Praça da Sé.

"Nós, mulheres, jovens, trabalhadoras, não aceitamos que sejamos tratadas assim. Exigimos o nosso direito de livre transitar com segurança e qualidade. Exigimos nosso direito de sermos respeitadas independentes das roupas que usarmos", afirmam as organizadoras do ato.

No Rio de Janeiro, está programado um protesto no domingo, 6, em frente ao Posto 6 de Copacabana. O evento é denominado"Ato dos 35"porque, de acordo com os organizadores, representa os 35% que não concordam com o resultado da pesquisa do Ipea que mostra que 65% merecem ser estupradas.

6. Texto de Apoio

Não é de hoje que a projeção das capitais dos estados brasileiros, está diretamente vinculada a um projeto excludente e segregacionista de cidade, onde nos é restrito o acesso aos grandes centros e áreas de lazer, comércio e cultura. A população negra e pobre das periferias, diariamente sofre ataques fruto do racismo institucional, esses estão refletidos no extermínio da nossa juventude, colocação nos subempregos com piores salários, perseguição da nossa cultura e religião e principalmente restrição da nossa liberdade de expressão.

Vamos aqui problematizar a “restrição da nossa liberdade de expressão” e de que forma outros atores sociais, interferem nessa história a ponto de perdermos o protagonismo na história. Quando no texto, nos referimos sempre, colocando o nós, a intenção não é falar em nome dos e das jovens que realizam os tais “rolezinhos”, falamos assim, pois nos caracterizamos enquanto jovens negras, vindas da periferia e passíveis de freqüentar os rolezinhos.

Na última semana uma série de textos, análises, etnografias, dissertações, artigos, livros e bíblias foram lançados nas redes na intenção de identificar o fenômeno do rolezinho, que até então estava escondido pelas periferias, estacionamentos, parques e praias. Assim que a juventude negra e pobre, desce o morro pra frequentar o grande covil do consumismo, na intenção de “azarar as gatinhas, cantar funk e trocar uma ideia”, a classe média seja ela de esquerda, direita ou centro, grita! Indignada, seja com a presença da galera nos shoppings, alegando o sentimento de medo ou insegurança, ou indignada com a repressão sofrida pelxs jovens por parte da polícia, disserta. Mas não só disserta, como também age. Na nossa visão de forma errônea.

Neste último fim de semana 18 e 19 de janeiro de 2014, inúmeros rolezinhos estavam marcados por todo o país nos grandes centros comerciais. E o que vemos dessa vez? A não adesão dxs protagonistas do evento e sim, a apropriação dos movimentos sociais principalmente os de esquerda, a um fenômeno que infelizmente pouco tem a ver com eles e com as jornadas de junho de 2013.

Pra quem não sabe, os rolezinhos existem há muito tempo (bem antes das manifestações de junho e Copa do Mundo) como forma de resistência à proibição dos bailes funk nas comunidades. A aglomeração de jovens para namorar e confraternizar em espaços públicos também é antiga, (em Porto Alegre citamos o exemplo do Parque Germânia ao lado do shopping Iguatemi e do Parque Marinha ao lado do Praia de Belas) o que está em evidência agora, e que sim tem a ver com junho é a repressão escrachada, por parte do poder público e da iniciativa privada. Mas lembremos, enquanto escrevemos um texto, no mínimo um jovem negro é assassinado. A repressão sempre existiu e sempre existirá nas periferias do nosso país. Talvez grande parte da massa que apoia e tem participado do fênomeno rolezinho, não saiba o quanto somos oprimidxs diariamente e a intenção não seja ruim. Entretanto a perseguição e a criminalização da juventude negra e pobre sempre existiu, o porém nisso tudo, é que são insivibilisadas.

Dessa forma nos perguntamos: afinal, o que estão fazendo os movimentos de esquerda nos rolezinhos, sem seus principais protagonistas? Entendemos que a população da periferia sofre diariamente com a violência policial advinda das remoções e da higienização dos grandes centros, com a falta de investimentos em saúde, educação e os gastos excessivos causados pela realização da Copa do Mundo. Também defendemos o bordão “Não vai ter Copa”, mas será que isso tem tanto a ver com a azaração da galera? Precisamos sim politizar a juventude que está aí, cheia de ideias na cabeça, que participou das manifestações de junho, mas será que a apropriação de um evento que é não é nosso, é o melhor caminho? Será mesmo que essa galera quer que o rolezinho seja politizado?

O que criticamos aqui não é a politização dos rolezinhos em si, mas sim a forma com que a esquerda tomou pra si esse fenômeno, produzindo a enxurrada de textos e análises e também a reprodução em massa de rolezinhos chamados pelas redes sociais, com o intuito diferente dos chamados pela juventude negra.

Falamos em liberdade de expressão entre a esquerda e o quanto isso nos foi e ainda é restrito. Mas será que a intervenção, a politização e as publicações feitas acerca dos rolezinhos não são também uma forma de restrição da nossa liberdade de expressão? Será que não estão querendo muito falar por nós? Nós estudantes universitárias negras, potenciais ativistas do movimento negro, críticas com relação à situação de nossa população no Brasil e no mundo, não nos sentimos à vontade para interferir nesse processo. Entendemos muito bem que a proibição e a repressão, se trata da expressão mais escancarada de racismo nos espaços da elite, consideramos legítimos os rolezinhos, mas não somos nós (nem enquanto movimento negro, estudantil, sindical ou o que seja) quem devemos tomar o protagonismo.

Consideramos legítimo também o posicionamento da esquerda, porém como na citação do texto de Stephanie Ribeiro “o que despertou a revolta de algumas pessoas em relação a estes “rolezinhos” foi o tipo de jovem que o está realizando: pobres e, em sua maioria, negros.” Por isso, é muito lindo e comovente ver jovens brancos da classe média apoiando a causa e se solidarizando com a juventude negra, entretanto devem ter a consciência de que quem deve ter voz é a juventude negra. E se querem mesmo politizar, no shopping, no evento da galera não é o melhor lugar. Quem sabe amadurecemos a idéia de irmos para os morros e vilas, tentar entender a resistência que existe e sempre existiu lá? Politizar com nossas pautas e debates, sobre a desmilitarização da polícia, falta de espaços públicos, transporte coletivo precarizado, Copa do Mundo, genocídio da população negra e principalmente, o racismo?

Vivemos exigindo da burguesia nossos direitos e nem mesmo o da expressão cultural nunca quiseram nos ceder, mantendo a classe trabalhadora e negra, confinada nas mazelas da periferia. Devemos parar de reproduzir essas ações e passar a dar voz a quem grita em silêncio há muito tempo.

7. Conclusão

Esclarecidas e expostas às indagações e fatos referentes ao movimento rolezinho, onde posicionou se entendedores e partes interessadas, conclui se que, não se pode afirmar que seria viável condenar ou aceitar a prática dos 'rolezinhos' no seu sentido original, ou seja, aceitar sem impor limites e nem condenar sem mostrar que existe um meio ou forma melhor para esses jovens se reunirem, pois eles trazem consigo a característica marcante por ser “grupos expressivos”, que protestam pela sua condição social e pela guerra, que é de se inserir na sociedade a qual perdem várias batalhas por dia, batalhas estas, que a própria sociedade impôs.

Partindo da máxima de que o direito de um termina quando começa o do outro, e diante dos expostos acima, nota se que o movimento social reivindica a mudança que se julga necessária para aperfeiçoar o seu modo de vida, não só os rolezinhos, como também os demais movimentos de reivindicação que visa melhorar a insatisfação em relação ao estado de política em que o país se encontra.

Referências

Revista VEJA edição 2357-ano 47- nº 4 / janeiro de 2014/ Editora Abril / tema: Rolezinho o que são afinal, pág 40.

Revista VEJA São Paulo - ano 47- nº 4 / janeiro de 2014/ Editora Abril / tema:

Comportamento, pág 36.

Sítios

http://g1.globo.com/são-paulo/noticia/2014/01/conheca-historia-dos-rolezinhos-em-são-paulo.html.

http://jornalismob.com/2014/01/23/uma-analise-dos-rolezinhos-pelo-direito-de-narrarmos-nossa-histori....

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''O meu direito não começa, quando outro termina, mas sim, quando compreendo, como um desafio contínuo, a cada dia, de que os direitos, como conquistas construídas pelos seres humanos, se alicerçam, mediante o compromisso para com seus deveres, aos quais os mantém. Aliás, sem sombra de dúvida, dentro de um cenário regido pelos roteiros do sucesso e pela doentia reivindicação dos meus diretos, deveríamos resgatar o serviços e os deveres, o respeito e a responsabilidade; afinal de contas, não basta, simplesmente, ser livre, como os adeptos do rolezinho advogam e preconizam, mas sim, dispor das ferramentas fundamentais para esse atributo, ao qual o chamo de liberdade e esta norteada pela responsabilidade e pelo dever.'' continuar lendo